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Riverside Camp: conheça o primeiro camping circular com ecomadeira do Chile

Em um dos cantos mais remotos da Patagônia chilena, cercado pelas paisagens imponentes do Parque Nacional Torres del Paine e pelas águas cristalinas do Rio Serrano, encontramos uma proposta de hospedagem pioneira que combina aventura, charme e inovação com um compromisso genuíno com a circularidade. O Riverside Camp, operado pela Chile Nativo, é o primeiro camping do Chile a utilizar ecomadeira em sua infraestrutura — uma solução sustentável que deu nova vida a mais de 20 toneladas de plásticos reciclados, retirados de aterros sanitários e transformados em plataformas, passarelas e móveis ao ar livre.

O compromisso com a sustentabilidade vai muito além da construção. A cozinha, comandada pelo experiente chef Alexis Meza, adota o conceito de desperdício zero com pratos criativos, inspirados nos ingredientes e tradições locais e cheios de sabor. E se ninguém te contasse todas essas histórias de sustentabilidade, você provavelmente pensaria estar em mais um glamping charmoso, confortável e diferenciado da Patagônia chilena — com experiências incríveis e gastronomia de alto nível. Mas há muito mais por trás dessa proposta única, e eu te conto aqui por que vale a pena conhecer de pertinho esse projeto inspirador de circularidade em Torres del Paine.

Foto: Liam Doran | Riverside Camp by Chile Nativo

A visão inovadora veio do empreendedor chileno Gonzalo Fuenzalida, fundador da operadora de viagens Chile Nativo e apaixonado inveterado pela Patagônia. Há mais de 25 anos, ele se dedica não só a apresentar esse território único aos viajantes, mas também a preservá-lo. “Nos unimos à Patagonia Circular, uma empresa local que desenvolve soluções de sustentabilidade como a ecomadeira. O resultado foram plataformas suspensas que conectam nossas tendas e protegem nosso solo, além de mesas e cadeiras de ecoplástico para as áreas externas. Com isso, deixamos de usar cerca de 100 árvores nativas e criamos uma proposta inovadora de hospedagem que pode ser multiplicada em qualquer lugar”, conta Gonzalo.

Riverside Camp by Chile Nativo

Foto: Riverside Camp by Chile Nativo

Onde fica o Riverside Camp da Chile Nativo?

O camp está localizado no setor Rio Serrano, a apenas 10 minutos de carro do emblemático Parque Nacional Torres del Paine, sendo uma das portas de entrada para o parque. Saindo de Puerto Natales, são cerca de 1h30 de viagem de carro. O Riverside Camp é uma excelente opção de hospedagem para quem quer desvendar o parque profundamente, sem precisar fazer longos deslocamentos todos os dias.

A partir do camp, a Chile Nativo organiza todos os passeios para Torres del Paine de acordo com os interesses de cada viajante, incluindo trilhas mais leves ou pesadas, observação de vida silvestre e até mesmo a famosa W Trek.

Riverside Camp by Chile Nativo

Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Imersão responsável na natureza e sabores da Patagônia, sem abrir mão do conforto

O Riverside Camp possui 11 tendas espaçosas e aconchegantes (nas versões king e twin), equipadas com camas superconfortáveis, calefação, cobertores térmicos e até wi-fi. Os banheiros ficam do lado de fora das tendas, mas são privativos e com água quente — garantindo tudo o que você precisa para uma estadia prática, acolhedora e relaxante. Se, como eu, você valoriza certas comodidades, pode ficar tranquilo: aqui é o seu lugar. O luxo está nos detalhes — como uma cama quentinha ao fim do dia e, claro, nos sabores dos pratos… ah, a gastronomia merece um capítulo à parte!

Tenda do Riverside Camp

Dentro da tenda do Riverside Camp | Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Apaixonado pela boa comida, Gonzalo Fuenzalida fez questão de dar atenção especial à gastronomia ao assumir a gestão do Riverside Camp em 2023. Portanto, este é um camping gourmet! Sob o comando do chef Alexis Meza, a cozinha do camp aposta em uma culinária autoral, farm to table, baseada em ingredientes locais e regionais, com foco no aproveitamento integral dos alimentos, sem desperdícios. Cada refeição é uma surpresa — por isso, esqueça a dieta e reserve tempo para saborear os pratos, aromas e histórias que conectam você à essência da Patagônia. Até mesmo os lunch boxes dos dias de passeio são deliciosos! E, para quem curte, claro, há opções de vinhos chilenos e até cervejas da região.

Restaurante do Riverside Camp

Restaurante do Riverside Camp | Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Confesso que me surpreendi ao descobrir que uma região que parecia tão inóspita poderia revelar ingredientes e produtos tão saborosos e autênticos. Uma prova de que, na Patagônia, o extraordinário está em cada detalhe — inclusive no prato.

A hospedagem inclui as três refeições, sendo café da manhã, almoço como lunch box para comer ao longo do dia e um jantar reforçado à noite.

Riverside Camp Patagonia by Chile Nativo

Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Riverside Camp Patagonia by Chile Nativo

Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Uma hospedagem circular, de mínimo impacto ambiental

O Riverside Camp abre suas portas quando começa a temporada de verão na Patagônia, em outubro. Até lá, enquanto aguardam os próximos visitantes, as tendas ficam guardadas e as plataformas de ecomadeira permitem o mínimo impacto na biodiversidade local. A ecomadeira nada mais é do que um material feito de plástico reciclado altamente resistente e durável, feito pela Patagonia Circular, e que substitui a funcionalidade da madeira.

Durante a operação, o mínimo lixo gerado é devidamente separado e descartado. Estar em uma hospedagem como esta, inclusive, é a motivação perfeita para nós viajantes gerarmos menos lixo. Aliás, não esqueça de levar sua garrafinha, porque aqui você tem direito a enchê-la no filtro sempre que necessário!

Riverside Camp by Chile Nativo

Plataforma de ecomadeira do Riverside Camp | Foto: Riverside Camp by Chile Nativo

Quatro experiências incríveis em Torres del Paine para fazer a partir do Riverside Camp Patagonia

Quem se hospeda no Riverside Camp da Chile Nativo tem a oportunidade de estar localizado a poucos minutos de uma das principais entradas do Parque Nacional Torres del Paine (a Guarderia Serrano) e de alguns dos principais atrativos. Aqui estão algumas das atividades e experiências que você pode fazer a partir do camp.

Puma Tracking – observação de pumas

Torres del Paine abriga a maior densidade de pumas do mundo e isso se deve ao trabalho cuidadoso que vem sendo feito na região pela preservação destes animais. Com um bom guia e os devidos cuidados, dificilmente você sairá de lá sem avistar um puma. Mas, claro. A natureza é quem manda, então vamos combinar que não há garantias 😉 Na minha única saída, por uma manhã, com a Chile Nativo para avistamento, consegui encontrar o meu! E ele ainda estava feliz, se alimentando de um guanaco. Se este for um foco importante da sua viagem, você pode dedicar bem mais tempo à atividade e contratar um guia tracker que irá te acompanhar o tempo todo. Vale lembrar que o parque também tem pássaros, guanacos, avestruzes e outras espécies de animais para você observar.

Visita ao Mirador Salto Grande e trilha até o Mirador Cuernos

Esta é uma trilha cênica relativamente fácil e muito linda que merece entrar no seu roteiro! Fique atenta apenas porque a área do Salto Grande é um dos lugares onde mais venta em todo o parque e os ventos da Patagônia são realmente castigantes. Esteja preparada (o) para lutar (ou voar junto!). O Salto Grande também impressiona porque não imaginamos uma cachoeira com tamanha força dentro do parque. Mas a recompensa vem mesmo ao final da trilha de uma hora com a paisagem dos cuernos (chifres), que são os principais picos da Cordilheira Paine, com vistas incríveis do Lago Nordenskjöld.

Trilha até o Mirador Cuernos

Trilha até o Mirador Cuernos, Parque Nacional Torres del Paine | Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Navegação no Glaciar Grey

Navegar pelas águas geladas do Lago Grey até o majestoso Glaciar Grey é uma experiência inesquecível e sensorialmente impactante. A bordo de embarcações especialmente adaptadas, cruzamos o lago em direção ao glaciar que tem 270 km² de área, 6 km de extensão e paredes que chegam a 30 metros de altura. Parte do Campo de Gelo Sul da Patagônia, ele perdeu 2 km de sua extensão nos últimos 30 anos. O recuo reflete o impacto direto das mudanças climáticas, que aceleram o degelo e ameaçam a existência de uma das geleiras mais icônicas do planeta. A navegação dura cerca de 2h30 e considere também um percurso de caminhada de 30 minutos até alcançar o barco. Os mais aventureiros podem combinar previamente uma navegação de caiaque pelo glaciar.

Glaciar Grey

Glaciar Grey | Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Conheça mais e garanta sua reserva no Riverside Camp: https://riversidepatagonia.camp
Organize seus passeios com a Chile Nativo: https://chilenativo.travel/

 

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Sobre o Autor

Ana Duék

Jornalista de viagens com Mestrado em Gestão de Turismo e Hospitalidade pela Middlesex University (Londres). Desde 2015 defendendo um turismo mais consciente. Acredito que as viagens podem gerar mais impactos positivos para viajantes e para os destinos que nos recebem. Vamos descobrir como?

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