Destino Internacional

Bocas del Toro, Panamá: roteiro e experiências para o viajante responsável

Bocas del Toro Panamá roteiro
Bocas del Toro, no Panamá, é uma celebração de cultura, aventuras e biodiversidade | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Bocas del Toro sempre apareceu no meu imaginário como aquele Caribe de praias de águas transparentes, mar quentinho e clima descontraído. O destino se tornou, nos últimos anos, um dos lugares preferidos dos brasileiros no Panamá – assim como de muitos outros turistas que visitam o país. Mas bastam poucos dias no arquipélago para percebermos que seria injusto resumir esse cantinho do Panamá apenas às suas praias paradisíacas. O que poucos sabem e valorizam é que Bocas del Toro é também uma celebração de cultura, aventuras e biodiversidade.

Localizada no extremo noroeste do país, a apenas uma hora de voo da Cidade do Panamá, a província de Bocas del Toro reúne paisagens surpreendentes, culturas inspiradoras, pessoas hospitaleiras e locais incríveis a serem visitados. Ela se divide entre a parte continental e a insular, que forma o distrito de mesmo nome. Há cerca de 9.000 anos, a elevação do nível do mar isolou o hoje famoso arquipélago, composto por nove ilhas principais e centenas de ilhotas, da extensa área do continente, também coberta por florestas tropicais.

Bocas del Toro Panamá roteiro

Boca del Drago, Bocas del Toro | Foto: ©Visit Panama

Foi assim que, na região oceânica, manguezais, pradarias marinhas e recifes de coral deram vida a uma biodiversidade única, onde golfinhos-nariz-de-garrafa, estrelas-do-mar, preguiças-de-garganta-marrom, tartarugas-de-couro e rãs-ponta-de-flecha dividem as atenções dos visitantes. Bocas abriga o primeiro Parque Nacional Marinho do Panamá, o Parque Nacional Marinho Isla Bastimentos, e mais de 95% das espécies de coral encontradas em todo o Caribe. Ou seja, é também um paraíso para os mergulhadores.

Nas ilhas de Bocas, o ritmo é ditado pelo clima descontraído de praia e pela forte influência da cultura afro-caribenha e indígena – na música, na gastronomia e no jeito de falar e de ser de quem vive ali. Desde as décadas de 1980 e 90, Bocas del Toro ganhou ainda a forte influência da cultura do surf. As casas coloridas de madeira, de estilo anglo-caribenho e antilhano, construídas sobre a água, dão mais vida ao arquipélago, onde os barcos são o principal meio de transporte.

Isla Colón, Bocas del Toro

Ilha Colón, Bocas del Toro | Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Entre praias de águas cristalinas, riqueza cultural, diversidade única e descontração caribenha, descobri em Bocas del Toro um lugar que vai muito além do tradicional turismo de sol e praia e recomendo a todos que embarquem de coração aberto para conhecer também os encantos da história, das pessoas e da natureza mais pura de Bocas.

Neste roteiro, vou compartilhar minha experiência pelas ilhas do arquipélago. Mas, se você tiver mais tempo, recomendo considerar alguns dias extras para conhecer também a parte continental da província, que guarda muitos outros tesouros naturais e culturais, como, por exemplo, a visita a uma comunidade indígena Naso Tjër Di.

Como chegar em Bocas del Toro

De avião: A forma mais rápida e prática de chegar a Bocas del Toro é de avião. A Air Panama opera voos diários entre o Aeroporto Marcos A. Gelabert, em Albrook, na Cidade do Panamá, e o Aeroporto Internacional de Bocas del Toro (Capitán José Ezequiel Hall), na Ilha Colón. A viagem dura cerca de uma hora e há diferentes horários ao longo do dia. Atenção: a bagagem despachada não pode ultrapassar 18 kg por mala e, normalmente, o despacho é cobrado à parte.

Por terra: Para quem prefere viajar por terra, há ônibus desde a Cidade do Panamá até Puerto Almirante, no continente. A viagem dura aproximadamente 9h30. De lá, é preciso seguir de táxi até o terminal de barcos e pegar um táxi aquático que leva cerca de 30 minutos até Bocas Town, na Ilha Colón. Também é possível chegar a Almirante de ônibus a partir de David, em uma viagem de aproximadamente 3h30, uma opção interessante para quem combina Bocas del Toro com outros destinos da província de Chiriquí, como Boquete.

Bocas del Toro Panamá roteiro

Aeroporto de Bocas del Toro | Foto: Ana Duék, Viajar Verde

Informações sobre Bocas del Toro para o viajante consciente

Antes de embarcar para Bocas del Toro, vale lembrar que este não é apenas um destino de praias caribenhas e águas cristalinas. Muitas pessoas irão te dizer: “não vá para lá, virou um lugar muito turístico”. Eu não confiaria nessas opiniões. Bocas é um território vivo, onde convivem pessoas e culturas diversas e uma natureza extraordinária!

O distrito de Bocas del Toro tinha cerca de 25 mil habitantes no Censo de 2023 e o arquipélago reúne comunidades e pessoas de diferentes origens, incluindo indígenas, afro-caribenhos e outros grupos que fazem parte da história da região. Desembarque com humildade, consciência e disposição para aprender e trocar. Te garanto que sua experiência será muito mais transformadora se mergulhar além das praias e se conectar também com o lado humano desse lugar tão especial.

Conheça e respeite os povos que chamam Bocas de lar

Os Ngäbe-Buglé e os Naso Tjër Di são povos originários com uma relação profunda com esse território e estão na província muito antes da chegada dos espanhóis. Os Naso vivem principalmente no continente, enquanto os Ngäbe-Buglé também estão presentes no arquipélago, nas ilhas Bastimentos, Popa, Solarte e, principalmente, em San Cristóbal.

Bocas del Toro também tem uma forte identidade afro-caribenha, construída ao longo de séculos de migrações a partir das Antilhas. Entre os séculos XIX e XX, chegaram à região pessoas principalmente da Jamaica e de Barbados, além de outras ilhas do Caribe, como Santa Lúcia e Martinica. Essa herança permanece viva na música, na arquitetura, na gastronomia, na religião e na língua.

Ao visitar uma comunidade, lembre-se de que você está entrando em um lugar que é casa e não atração turística. Escolha experiências conduzidas pelas próprias comunidades ou por operadores que trabalhem diretamente com elas, respeite seus costumes, peça autorização antes de fotografar pessoas e esteja aberto a ouvir e aprender. Comprar artesanato e produtos diretamente dos produtores e participar de experiências comunitárias também é uma maneira mais direta de fazer o turismo gerar benefícios para quem vive ali.

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Os Ngäbe-Buglé são os indígenas que habitam Bocas del Toro há séculos | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Lembre-se de que este é um território de biodiversidade

Bocas del Toro está inserida em uma extraordinária rede de ecossistemas: florestas tropicais, manguezais, recifes de coral, praias e áreas úmidas que se conectam por terra e mar. O Parque Nacional Marinho Isla Bastimentos, por exemplo, protege mais de 13 mil hectares de ambientes terrestres e marinhos, incluindo manguezais, recifes, praias de desova de tartarugas e pradarias marinhas.

Por isso, observe e se apaixone, sem interferir. Não toque nas estrelas-do-mar nem as retire da água: elas são animais vivos e precisam permanecer em seu ambiente. Não alimente a fauna, não toque nos animais e não pise nos corais. E, claro, evite ao máximo gerar resíduos e leve sempre seu lixo de volta com você. Como você já deve imaginar, a logística de coleta de lixo em um arquipélago é muito mais complexa. Nossa contribuição como viajantes gerando o mínimo de impactos é super importante.

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Rã-ponta-de-flecha vermelha | Foto: ©Visit Panama

Use a água com consciência

Como em muitos destinos com crescimento acelerado do turismo, e especialmente em um arquipélago, a água doce em Bocas del Toro é um recurso especialmente precioso. Já há alguns anos o distrito enfrenta desafios de segurança hídrica e de infraestrutura, e o crescimento do turismo aumenta a pressão sobre serviços, que já são limitados. Portanto, nossa consciência também vale ouro: não desperdice água, tome banhos mais curtos, reutilize toalhas quando possível e questione sobre como sua hospedagem administra água, efluentes e resíduos.

O paraíso também tem seus desafios

O crescimento do turismo trouxe oportunidades econômicas, mas também pressões sobre o território. Há desafios no fornecimento de serviços básicos, na mobilidade, no aumento do preço da terra, no custo de vida, nos resíduos, no saneamento e no deslocamento de comunidades locais, além de processos mais recentes de gentrificação e expansão de aluguéis de curta duração – todos desafios comuns aos destinos que se abrem para o turismo.

Isso não significa deixar de visitar Bocas — pelo contrário! Significa viajar de maneira mais consciente sobre os impactos das nossas escolhas. Prefira hospedagens, restaurantes, guias, barqueiros e outros negócios locais sempre que possível; distribua seus gastos por diferentes comunidades e, principalmente, não trate o território como uma mercadoria ou um cenário vazio à disposição do visitante. Bocas del Toro é um lugar para desfrutar, mas também para respeitar. Quanto mais entendemos as pessoas, culturas e ecossistemas que fazem desse arquipélago o que ele é, mais rica e mais positiva se torna a nossa experiência de viagem.

Bocas del Toro Panamá roteiro

Bocas del Toro, Panamá | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Ilha Colón, Ilha Bastimentos e outras ilhas de Bocas del Toro

A Ilha Colón é a principal ilha, porta de entrada para o arquipélago e onde está localizado o aeroporto de Bocas del Toro (Aeroporto Internacional Capitán José Ezequiel Hall – BOC). É também onde fica Bocas Town, o principal centro urbano da região, com maior oferta de hospedagem, restaurantes, bares, lojas e serviços. É a única das ilhas com ruas pavimentadas, o que facilita a circulação de bicicleta ou de táxi – e também das malas de rodinha, que não são as ideais para visitar o arquipélago. Apesar de ser a mais movimentada, basta se afastar um pouco de Bocas Town para encontrar praias, trilhas e áreas de floresta tropical que revelam um lado mais tranquilo da ilha. Por ali estão alguns hotéis de luxo, como o La Coralina Island House.

Isla Colón, Bocas del Toro

Bocas Town na Ilha Colón, Bocas del Toro | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

A Ilha Bastimentos, que integra o Parque Nacional Marinho Isla Bastimentos, é a maior ilha do arquipélago e abriga boa parte das áreas mais preservadas de Bocas del Toro. Ali estão algumas das praias mais charmosas e menos movimentadas, uma rica floresta tropical, manguezais e também alguns dos hotéis mais especiais do destino. É uma ótima escolha para quem quer se desconectar.

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Ilha Bastimentos, Bocas del Toro | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Já a Ilha Carenero, bem em frente a Bocas Town, é pequena e fácil de explorar a pé, conhecida por suas praias e restaurantes à beira-mar. A Ilha San Cristóbal, por sua vez, é lar de comunidades indígenas Ngäbe-Buglé. Outras ilhas, como Solarte e Popa, oferecem poucas opções de hospedagem e são bem menos frequentadas.

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Ilha San Cristóbal, Bocas del Toro, concentra a maioria da comunidade Ngäbe-Buglé da região | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

O que fazer em Bocas del Toro: passeios e experiências imperdíveis

Bocas del Toro nos convida a desvendar o arquipélago de diferentes maneiras, seja simplesmente relaxando à beira-mar ou se aventurando em passeios de barco, trilhas pela floresta, mergulhos, aulas de surf, pedaladas e encontros especiais com comunidades indígenas. O território reúne atrativos e experiências para todos os perfis de viajante. A seguir, compartilho algumas das experiências que mais me marcaram durante minha passagem por Bocas del Toro e que nos convidam a descobrir o destino para além de suas praias paradisíacas.

Cayos Zapatilla e Dolphin Bay: entre golfinhos e praias paradisíacas

Um dos passeios mais impressionantes e imperdíveis de Bocas del Toro é o tour de barco de um dia até os Cayos Zapatilla, duas pequenas ilhas desabitadas e paradisíacas, localizadas dentro do Parque Nacional Marinho Isla Bastimentos. Os barcos saem da Ilha Colón, passando primeiro pela Dolphin Bay (Baía dos Golfinhos), onde é possível observar esses animais nadando livremente e até mesmo brincando com as embarcações. Nos arredores, em terra firme, bichos-preguiça descansam pelas árvores e fazem seu show para as câmeras e celulares.

Bocas del Toro Panamá roteiro

Seguimos então para os Cayos Zapatilla, onde passamos o resto do dia até a hora do almoço. Cercados por águas transparentes, recifes de coral, floresta tropical e praias de areia branca, os Cayos estão entre as paisagens mais bonitas que conheci no Panamá. Mas há muito mais por trás desse cenário de cartão-postal. As praias das ilhas são importantes áreas de nidificação para as tartarugas-de-pente, espécie criticamente ameaçada de extinção. É justamente a combinação de beleza e biodiversidade que torna o passeio tão especial — e um lembrete de que, em Bocas del Toro, aproveitar a natureza também significa aprender a respeitá-la.

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Cayo Zapatilla, Bocas del Toro | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Ritual do Cacau com comunidade Ngäbe Buglé

Na Ilha San Cristóbal, o cultivo do cacau se tornou uma importante atividade e fonte de renda para as comunidades indígenas da etnia Ngäbe Buglé que vivem ali. Algumas famílias de produtores passaram a trabalhar também com o turismo, recebendo os viajantes para compartilhar seus saberes sobre os encantos do cacau e do chocolate.

Minha visita foi à Ñöba Chocolate Farm, onde fui recebida pela família de Sergio, que produz cacau há mais de 40 anos. Depois de um delicioso almoço tradicional Ngäbe, passeamos pela finca para conhecer as variedades de cacau e como elas se desenvolvem em um processo agroecológico. Terminei a visita com um pequeno ritual do cacau com as mulheres da família e aprendendo a macerar os grãos na pedra para fazer o chocolate artesanal. Elas também mostraram como usam o cacau para fazer outras sobremesas criativas. Foi uma experiência essencialmente íntima, comunitária e conectada ao território, que mostra como uma atividade turística pode ser também uma oportunidade de valorizar conhecimentos, tradições e o trabalho em família.

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Ñöba Chocolate Farm recebe os viajantes para uma experiência de turismo comunitário | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

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Indígenas da etnia Ngäbe Buglé recebem visitantes para ritual do cacau | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Ilha Colón de bicicleta: pedalando até Playa Bluff (ou Playa Estrella)

Uma das melhores maneiras de explorar a Ilha Colón é de bicicleta. Em Bocas Town, há lojas que alugam bicicletas convencionais e elétricas, e diferentes rotas que podem ser escolhidas de acordo com o tempo, o preparo físico e a curiosidade de cada viajante. Saindo de Bocas Town, é possível seguir para o leste, rumo à famosa Playa Bluff, ou para oeste, onde estão Playa Estrella e Boca del Drago. Para os mais aventureiros (e com tempo) dá até para fazer a volta à ilha!

Essa é uma ótima oportunidade para fazer um passeio por conta própria, sem pressa e com baixíssimo custo. Eu pedalei até a Playa Bluff, conhecida pelas ondas para o surf, em um passeio que combina estradinhas, floresta tropical e diferentes paisagens da ilha. São aproximadamente 10 km, beirando a costa atlântica (oceano) da ilha. Além de ser uma forma divertida de conhecer a ilha em outro ritmo, pedalar permite fazer paradas pelo caminho e descobrir cantinhos que normalmente passam despercebidos nos passeios de barco.

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A bicicleta é uma ótima maneira de descobrir a Ilha Colón | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Red Frog Beach e Ilha Bastimentos: natureza, trilhas e cultura afro-caribenha

A Ilha Bastimentos é a maior do arquipélago de Bocas del Toro e tem na famosa Red Frog Beach sua grande estrela, que, claro, merece sua visita! Mas o melhor de Bastimentos, para mim, está justamente em ir além da praia. Com uma natureza bastante preservada, a ilha é um convite para caminhar sem pressa e explorar suas trilhas em meio à floresta tropical, onde é possível observar diferentes espécies de animais e descobrir outros cantinhos da ilha. Por isso, minha recomendação é ficar hospedado por ali e aproveitar alguns dias para viver Bastimentos com mais calma, longe do movimento de Bocas Town.

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Red Frog beach, Ilha Bastimentos | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

A ilha também guarda uma importante herança afro-caribenha, especialmente no Old Bank, bairro onde os moradores falam o dialeto Guari-Guari e preservam saberes e tradições. Por ali, além de conhecer um pouco mais da história e da cultura de quem vive na ilha, vale experimentar a gastronomia local, que reúne sabores caribenhos e ingredientes frescos em preparos cheios de identidade.

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Dança típica afro-caribenha Palo de Mayo na Ilha Bastimentos | Foto: ©Visit Panama

Playa Estrella, Boca del Drago e Isla Pájaros

Não consegui conhecer Playa Estrella e Boca del Drago desta vez — e esse é justamente um dos motivos pelos quais recomendo reservar pelo menos quatro dias da sua viagem para Bocas del Toro. As duas praias estão entre os passeios mais buscados pelos visitantes e ficam no extremo oeste da Isla Colón. É possível chegar de bicicleta, escolhendo uma das rotas da ilha, de ônibus local ou táxi, opções mais práticas para quem prefere poupar energia. As duas praias estão na mesma região e você pode combiná-las, dependendo do ritmo ou de como quer desfrutar sua praia.

Playa Estrella ganha esse nome por ser lar de grande quantidade de estrelas-do-mar. É a certeza de que você vai encontrar estrelas grandes e vermelhas lindonas. Mas lembre-se: nada de tocar ou retirá-las da água! De Boca del Drago partem barcos para a Isla Pájaros, um importante refúgio para aves marinhas. É uma oportunidade super interessante para incluir no passeio a observação de aves e snorkel. Em Bocas Town há diversos tours de barco que combinam essas praias.

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Isla Pájaros | Foto: ©Visit Panama

Mergulho ou snorkeling: Bocas del Toro além da superfície

Com 95% das espécies de corais encontradas no Caribe panamenho e águas quentinhas, Bocas del Toro é um paraíso para quem ama o fundo do mar. O snorkeling já faz parte de vários dos passeios pelo arquipélago, como nos Cayos Zapatilla e na Isla Pájaros, mas vale reservar um tempo para fazer também um mergulho com cilindro e descobrir o universo oceânico além da superfície. Bocas tem uma vida marinha impressionante, com recifes de coral, esponjas, estrelas-do-mar, arraias, lagostas, moreias, cavalos-marinhos e até naufrágios. São mais de 40 pontos de mergulho espalhados pelo arquipélago, muitos deles próximos uns dos outros, o que permite combinar diferentes lugares em uma mesma saída.

Busque uma operadora PADI certificada – há várias opções na Ilha Colón – e agende seu mergulho. Lembrando que, se você não tem certificado profissional, seu mergulho é o Discover Scuba Diving.

Bocas del Toro Panamá roteiro

Mergulho em Bocas del Toro | Foto: ©Visit Panama

Onde ficar em Bocas del Toro

A maior parte das opções de hospedagem está concentrada nas Ilhas Colón e Bastimentos, com alternativas para diferentes estilos e bolsos: de hostels e pousadas mais simples a lodges imersos na natureza e hotéis com mais charme e conforto. Escolher onde ficar também faz parte da experiência de descobrir Bocas del Toro, seja ela mais desconectada ou não. Mas lembre-se sempre que, independentemente de onde se hospedar, as lanchas rápidas serão seu transporte prioritário durante esses dias. Afinal, você está em um arquipélago! Abaixo, deixo duas dicas de hotéis incríveis e comprometidos com a sustentabilidade onde me hospedei.

Palmar Beach Lodge

Na Ilha Bastimentos, o Palmar Beach Lodge está literalmente de pés na areia, na charmosa Red Frog Beach e cercado pela floresta tropical e pelo mar do Caribe. Dormir ali significa acordar com o som da natureza, caminhar pela praia e ter a floresta como companhia – com direito, claro, a observar a charmosa rã-ponta-de-flecha vermelha que dá nome à praia. Além de um design moderno e responsável com a natureza do entorno, o lodge incorpora práticas de baixo impacto, como captação de água da chuva, gestão dos resíduos, produtos biodegradáveis, uso de ingredientes locais e sistemas de gestão de resíduos. Há opções de apartamentos mais luxuosos e também camas em dormitórios para estadias mais econômicas.

Palmar Beach Lodge

Palmar Beach Lodge | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

La Loma Jungle Lodge & Chocolate Farm

Também em Bastimentos, o La Loma Jungle Lodge é daqueles lugares em que a hospedagem se transforma em uma imersão na floresta 100% conectada ao bem-estar. A propriedade ocupa uma área de 55 acres de floresta tropical e abriga ainda uma fazenda de cacau orgânico e uma horta de permacultura, de onde vêm muitos dos ingredientes servidos nas refeições – que, aliás, estão entre os destaques da experiência. Com uma experiência all inclusive completamente fora do comum, o La Loma convida os hóspedes a realmente se conectarem com a essência da floresta. Além dos passeios tradicionais da região, ele oferece um tour pela fazenda de cacau e pela horta, trilhas com fontes de água doce, aulas de yoga e a oportunidade de ser visitado no quarto por macacos-prego.

Bocas del Toro Panamá roteiro

Quarto do La Loma Jungle Lodge | Foto: Ana Duék, ©Viajar Verde

Viajei a convite do Visit Panama

 

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Sobre o Autor

Ana Duék

Jornalista de viagens com Mestrado em Gestão de Turismo e Hospitalidade pela Middlesex University (Londres). Desde 2015 defendendo um turismo mais consciente. Acredito que as viagens podem gerar mais impactos positivos para viajantes e para os destinos que nos recebem. Vamos descobrir como?