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6 motivos para planejar sua viagem para Havana antes que tudo mude

viagem para Havana

Apesar das diversas especulações, é difícil prever o que vai acontecer com Cuba após sua abertura gradual e qual será a experiência uma viagem para Havana no futuro. Sabemos que com a morte de Fidel Castro e o fim do embargo americano, a maior ilha caribenha, que já sofre há alguns anos com o esgotamento do regime comunista, tende a se abrir cada vez mais ao capitalismo. O turismo já tinha sido descoberto e permitido como estratégia de rendimento particular ainda no governo de Fidel Castro e agora ganha ainda mais fôlego. Em 2016 Cuba recebeu o recorde de 4 milhões de visitantes internacionais.

Muita coisa deve mudar na ilha, com o crescimento na demanda turística e o provável retorno de muitos cubano-americanos, ávidos por reconquistar seu espaço na pátria caribenha. Algumas mudanças já começaram a aparecer, com a entrada de sites como Airbnb, Booking.com e Trip Advisor e as 10 companhias aéreas americanas que passaram a operar voos diretos dos Estados Unidos para Cuba. Se você não correr, possivelmente vai encontrar outra Havana daqui a alguns anos.

Seja você contra, a favor, ou com posição indefinida em relação ao comunismo, meu argumento é que você precisa visitar Cuba, para conhecer de perto os prós e contras, a história de um povo que vive prioridades diferentes e os resultados de anos de um regime muito diferente do que vivemos. Por isso, vá logo, enquanto o país ainda mantém suas raízes e sua história vivos.

Veja 6 motivos para você planejar logo sua viagem para Havana

1. As casas e os carros pré-revolução:

viagem para Havana

As casas de luxo e carros abandonados pela elite de Havana, que fugiu para os Estados Unidos durante e após a revolução, estão lá até hoje e são os grandes cartões postais da capital cubana. No comunismo, nunca tiveram a manutenção como prioridade, então foram se deteriorando com o tempo. Havana velha está repleta de casinhas com sacadas e é fantástico se perder por entre elas. Muitas hoje abrigam galerias de arte e museus, onde pátios internos em estilo colonial espanhol ainda sobrevivem. Por um valor entre 25 e 30 CUC é possível contratar um carro antigo ou sem capota (coche decapotable) para um tour por La Habana. Além disso, muitos dos táxis não oficiais também são de modelos antigos. A Mistsubishi instalou-se na ilha em 2016, então corra para não perder o colorido dos carros!

Foto: Viajar Verde

2. Música por toda parte:

Impossível passar mais de 10 minutos em Havana sem escutar uma música, mesmo que seja ao longe. O tremendo valor que dão à arte e à cultura faz os músicos se proliferarem pela cidade. Na grande maioria dos bares e restaurantes há sempre um grupo tocando uma deliciosa música cubana. Você pode apenas tomar uma água ou um Daiquiri e se deliciar com o som ou ajudá-los comprando um CD – mesmo amadores, a maioria deles tem sempre um CD para vender a 10 CUC. Agora é torcer para que a salsa, o mambo e a rumba não desapareçam.

Foto: Viajar Verde

3. Livros a R$ 6:

Educação sempre foi prioridade no governo comunista e muitos livros foram públicados nas últimas décadas, principalmente falando de Fidel Castro e Che Guevara. Eles são usados e reutilizados, por isso é possível comprar ótimos livros de segunda mão a preços muito baixos (a partir de 2 CUC). Além das livrarias do estado, espalhadas por Habana Vieja, uma feira de livros e antiguidades ocupa a Plaza de Armas diariamente. É um passeio incrível!

Foto: Viajar Verde

4. O melhor rum

Nada como o verdadeiro rum cubano e os drinques que eles mesmos preparam. A Bacardí, primeira multinacional cubana, deu seus primeiros passos por lá e saiu fora quando os comunistas tomaram o poder. Será que o cenário e o sabor do rum podem mudar em mãos privadas novamente? A verdade é que você não pode sair de Havana sem experimentar o Daiquiri do El Floridita, nem o Mojito da Bodeguita del Medio. Vale ainda degustar uma Cuba Libre e uma Limonada Cubana!

Foto: Viajar Verde

5. A vida sem propaganda

Você pode até reclamar da poeira, das casas sem pintura ou então preferir apreciar os grafites pela cidade. Mas, por alguns dias, deixará de ser invadido por cartazes, anúncios e propagandas. A vontade de comprar realmente diminui com o reduzido número de lojas e a ausência de propaganda na televisão. As compras ficam só com o artesanato, que claro, não podem faltar na sua viagem para Havana.

Foto: Viajar Verde

6. A vida sem internet

Essa parte é bem mais difícil para nós que não vivemos sem ela! É um desafio, mas, ao mesmo tempo, é uma experiência incrível e uma grande oportunidade de lembrar que é tão possível viver sem internet. Nos hotéis a hora pode chegar a custar 5 CUC (ou 5 US$). Nas ruas, é possível comprar o cartão da Empresa de Telecomunicações de Cuba – ETECSA por 2 CUC/hora. Mas é bom lembrar que ele só funciona em algumas ruas específicas. As pessoas ficam todas concentradas nessas ruas usando a internet e não há perigo nenhum em sacar seu celular para ficar a par das notícias.

Onde ficar:
Hotel Tryp Habana Libre
NH Capri La Habana

Quem leva:
Abalonne Turismo

Sobre o Autor

Ana Duék

Jornalista com Mestrado em Gestão de Turismo e Hospitalidade pela Middlesex University (Londres), cursando MBA em Marketing Digital pela FGV. Acredita que as viagens podem ajudar a formar melhores pessoas e lugares para se viver! Cada um pode encontrar o seu caminho.

  • Tatiana Monnerat

    Adorei o texto, Ana! Cuba se tornou urgente após a morte de Fidel. Como você disse, a tendência é que ela deixe de ser o que é nos próximos anos… Meses, talvez… Planejo ir no segundo semestre. Conto com as suas dicas! Bjs

    • Ana Duék

      Pode contar, Tati! Darei várias! 🙂

  • Guia Pantanal

    Obrigada Ana, pela dica e pelo lembrete, de que devemos visitar mesmo Cuba antes que tudo muda por lá.
    Também vou me apressar.

    • Ana Duék

      🙂 pois é, não temos como prever o quão rápido as coisas vão mudar e nem se serão mudanças positivas. Mas a questão é que perderemos a oportunidade de ver a essência da Cuba atual 🙂